. Biblioram encontra PAUL DI'ANNO, ex-vocalista da IRON MAIDEN
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Imagens de autoria de Luis Carlos Hasse. . POR RAMADAN PEREIRA ESPINDOLA
É bom relembrar os grandes encontros, principalmente aqueles que ainda não foram registrados pelo blog. E alguns deles acontecem por estar exatamente no lugar certo e na hora certa. Foi em outubro de 1997, quando encontrei pela primeira vez uma lenda do Heavy metal mundial, PAUL DI'ANNO, o primeiro vocalista da super banda britânica IRON MAIDEN. Essa estória começa, após meu retorno do Rio de Janeiro/RJ, com uma 4ª colocação em luta no Campeonato Brasileiro de Kung Fu/Wushu. Desembarquei em São Paulo/SP, acompanhado com 2 integrantes da seleção catarinense, Luiz Carlos Hasse, meu professor e na época vice-presidente da Federação Catarinense de Kung fu/Wushu, e Eder Jaciel, outro atleta que também competiu. Ainda era 13 horas, e o ônibus para Florianópolis/SC sairia somente as 19. Ficar esperando no Terminal Rodoviário do Tietê, até esse horário, seria de aloprar qualquer pessoa normal, imagine um doido como eu. Sempre tive uma grande vontade de conhecer a Galeria do rock dessa cidade, pois ali é o principal ponto de encontro da galera roqueira, assim diziam as principais revistas especializadas em música. Sem falar que muitas estrelas de rock internacional, quando tocavam na capital paulista, não deixavam de visitar esse lugar. Apesar de estar mancando muito de tanto chute varrido que levei na perna direita durante a competição nacional, deixamos nossas bagagens no guarda volume do próprio terminal e partirmos ao encontro da famosa Galeria do Rock. Entramos no metrô, em direção primeiramente ao bairro oriental da Liberdade onde visitei alguns templos budistas. No comércio local pude comprar algumas armas chinesas como o facão chinês e a espada. Naquela época, eu praticava muito o Kung fu para competição, tanto para luta como para rotinas de katis, e isso me atraía muito, e os resultados positivos foram os inúmeros títulos municipais, estaduais e até nacionais. Depois entramos novamente no metrô e fomos até a estação mais próxima do nosso principal objetivo. Caminhamos um pouco e chegando na Galeria, a escada rolante não estava funcionando, e segundo alguns boatos, fazia tempo que não funcionava. O lugar que faz jus ao nome, é muito rock n’ roll, com várias lojas de CDs, vestuários de bandas e tatuagens, e até um espaço reservado para uma jam session. Não sei como está hoje, 14 anos depois, mas acredito que não deve ter mudado muito, com excessão da decadência no comércio de cds e vídeos. Lembro que comprei alguns CDs em algumas lojas, entre eles “Seasons in the abyss” do Slayer e “The real thing” do Faith no more, que eram difíceis de encontrar no comércio florianópolitano onde tudo era, e ainda é, mais caro. Para quem não sabe a região da Grande Florianópolis é decadente em termos de variedade musical. São poucas as lojas de CDs especializadas em rock n' roll, e os festivais merecem a atenção de outros gêneros como sertanejo, pagode e aché music. Após comprar os CDs, ao sair da loja para conhecer o resto da Galeria do Rock, percebi uma certa movimentação anormal nos corredores e perguntei o que estava acontecendo para um rapaz cabeludo que vestia uma camisa do Metallica. Ele respondeu: “Cara, o Paul Di'anno está visitando a galeria. Acabou de chegar aí”. Putz, nessa hora pensei “caramba, não acredito que o primeiro vocalista do Iron Maiden está aqui”. Eu mal sabia que ele ia tocar em São Paulo naquela semana. Muita coincidência, eu cheguei na galeria e, de cara, encontrava o dono de uma voz história do Heavy metal mundial. Foram 20 minutos, desde a hora que subi a escada rolante até o momento que fui embora, depois de ter encontrado Di'anno. Muita sorte em poucos abençoados minutos. Se eu tivesse chegado meia hora antes, não o teria encontrado. Eu estava sem pilhas e por isso minha máquina fotográfica não estava funcionando. Maldita hora para isso acontecer. Ainda bem que meu professor, Luis Carlos Hasse tinha a dele, e conseguiu fotografar, (conforme visto no decorrer dessa matéria) o ex-vocalista do Iron Maiden, que ficou assustado com os flashes. Acredito que éramos os únicos com máquinas fotográficas ali. Naquele momento, não vi ninguém com equipamento profissional, levando a crer que nem a imprensa sabia. Certamente, Paul Di'anno pegou todo mundo de surpresa na galeria. Não consegui nenhuma imagem ao lado do cara, pois apesar de não estar mais tão consagrado com uma grande banda, estava com uns 3 seguranças. É muito bom relembrar isso.
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