Após DIO, ANGRA, GAMMA RAY, veio DOG EAT DOG para tocar na ilha .
POR RAMADAN PEREIRA ESPINDOLA
Também no ano de 1997, desembarcava em Florianópolis/SC, a DOG EAT DOG (Imagem ao lado esquerdo), uma banda norte americana da cidade de Nova Jersey. Honestamente, na época, não conhecia o som deles e nunca tinha ouvido falar do nome desse grupo. No dia, lembro que era um sábado, liguei sem compromisso, por volta das 18 horas, para meu amigo de adolescência, Daniel Bas (atualmente baixista da banda Osberbigão), para fazermos algo de passar o tempo e ele me informou desse show que iria acontecer as 22 horas desse mesmo dia no centro da capital catarinense. Já tínhamos ido no Angra, no Gamma Ray e agora pintava mais uma oportunidade de assistirmos uma banda estrangeira. Depois que eu não marquei presença na vinda de Ronnie James Dio, botei na cabeça que não perderia mais nenhum show internacional que fosse realizado na região. O show do Dog eat dog foi realizado na antiga boate Octopus Cave, localizada nos fundos de onde é hoje o Floripa Music Hall, próximo ao terminal Rodoviário Rita Maria. Ao chegar lá, ficamos esperando a abertura das bilheterias, e para minha sorte, Daniel me apresentou a um colega, Alexandre Fortkamp, que me fez economizar uns R$ 20,00 (em 1997, isso era uma graninha) ao me presentear com um ingresso. O cara trabalhava junto com Daniel numa loja de música que foi presenteada com algumas entradas para esse show. Mais de uma década depois, em meados de 2011, descobri que minha orientadora de trabalho de conclusão de curso (TCC), a escritora Clarice Fortkamp Caldin é, nada mais nada menos, que a mãe de Alexandre, e só tive conhecimento disso no lançamento do livro “Biblioterapia” no segundo semestre de 2010. Esse nosso mundo é muito redondinho. Voltando a 1997, apesar da Octopus Cave ser um lugar muito falado na mídia catarinense, nessa noite recebeu um público de aproximadamente 400 pessoas. Era visível que metade delas apenas gostavam de freqüentar a casa, e a outra estava ali, realmente, por causa do show. Também tinha uma meia dúzia de folgados querendo arranjar confusão, e se não fosse minha tranquilidade, eu poderia ter brigado umas 3 vezes naquela noite. Percebi tamb ém que o público era bem diversificado após ter notado duas garotas se beijando numa mesa localizada num canto escuro da boate. Antes da apresentação dos americanos, a banda bahiana, CATAPULTA (imagem ao lado direito) aquecia o público misturando um som pesado com ritmos de capoeira. Uma roda de capoeira surge em meio ao público, e o vocalista com um berimbau nas mãos ditava as batidas. Quando entrou o Dog eat dog os espectadores foram ao delírio. Lá pela metade do show, o vocalista John Connor, chamava a dedo as pessoas para formarem uma pequena roda punk. Daniel foi um deles, e eu fui chamado logo em seguida, mas não quis entrar, pois tinha uma galera bem bandida ali, e a malinagem as vezes predominava. Existe um ditado que as vezes funciona: “quando um não quer dois não brigam”, e eu decidir por não ir. A performance do baterista, Brandon Finley, me chamou muito a atenção naquela noite, pois poucas vezes vi alguém tocar com tanta força como ele. Era uma porrada atrás da outra, me lembrando muito Dave Grohl do Foo Fighters tocando bateria na época do Nirvana. E essa foi mais uma página da história do rock catarinense. Inesquecível! . REFERÊNCIAS Imagem da banda CATAPULTA disponível em FOTOLOG: Disponível em: http://www.fotolog.com.br/baetattoo/54390272 . Acesso em 19 out. 2011.
Imagem do DOG EAT DOG disponível em LASTFM: Disponível em: http://www.lastfm.com.br/music/Dog+Eat+Dog. Acessp em 19 out. 2011
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