BANDAS DE ROCK da ITÁLIA tocam em Florianópolis .
Imagens de Ramadan Pereira Espindola. . POR RAMADAN PEREIRA ESPINDOLA
Na noite de 9 de novembro, aconteceu em Florianópolis/SC um festival que reuniu várias bandas da Itália. Foram os diversos estilos de rock, até aquele muito dos internautas desse blog não curtem, como o rock eletrônico. O evento foi gratuito, e mesmo assim o Floripa Music Hall, local anfitrião desse importante encontro musical, não recebeu um bom público, por se tratar de uma quarta-feira. A primeira banda a subir no palco foi o quinteto do JAMES GIN E SEUS COPOS QUEBRADOS. Esse conjunto é natural da capital do estado catarinense, e foi a única banda brasileira da noite, e responsável por abrir esse belo e organizado evento às 21:20 horas. Com um público abaixo do esperado, nada mais do que 100 pessoas assistiram esse excelente show que merece o elogio do Biblioram. Com músicas estilos anos 50 e 60, e com muita influência de Blues explícita na maior parte da apresentação, demonstraram um extenso repertório próprio composto das canções “Solidão”, “Quem me dera”, “Meninas boas vão para o céu, meninas malvadas vão onde querem”. Encerraram seu show com a música “Sem vergonha Blues” que teve uma grande participação vocal do pequeno público presente. Após o show tive o prazer de uma rápida conversa com o simpático vocalista Abílio Bueno de Oliveira Neto, e ele presentou nosso Blog com o Cd da banda. .
NIBRAFORBE: Mais gente chegava ao local, e já era percebido uma presença de 500 pessoas quando começa a sessão de rock eletrônico do festival. Certamente, não é o estilo de música que agrade os simpatizantes desse portal, pois rock sem guitarra e com muita predominância de teclados, soa muito artificial. Minha honesta opinião: não curto esse tipo de som, mas por consideração as bandas que tocaram, independente do que apresentaram, nada mais justo do que falar delas, pois agradando ou não, tiveram muita atitude. Sem guitarrista na banda, o som fica estranho, mas é o estilo da banda Nibraforbe, e isso tem que ser respeitado. Como era esperado desse conjunto musical e de todas as outras bandas que vieram a seguir, as canções são interpretadas no idioma italiano. Nesse primeiro show, a simpática vocalista que antes estava curtindo, junto ao pequeno público, o show do James Gin e seus copos quebrados, cantou músicas que lembravam, sem mentira nenhuma, as canções de seriado japonês do Jaspion e Changeman.
GIO_VENALE: Outro grupo de rock eletrônico, mas bem diferente da banda anterior. Não estou querendo ser contrário ao que afirmei anteriormente sobre esse estilo musical, todavia, essa apresentação dos caras mostrou garra e muita presença de palco principalmente pelo vocalista, muito comunicativo, e o movimentado guitarrista (imagem ao lado esquerdo). Apesar da predominância dos teclados, em várias situações a sonoridade foi bem agressiva o que contagiou muito o público. Por outro lado, o som estava num volume altíssimo o que causou um grande desconforto, a ponto de muita gente colocar os dedos nos ouvidos, e sem dúvida foi o ponto negativo desse show. Eu mesmo tive que ir ao toalete para enjambrar um tapa-ouvidos com pedaços de papel toalha que amenizou bastante a pressão nos tímpanos. O público curtiu bastante a proposta desses músicos que mostraram uma tecnologia bem legal, um grande telão com animações controladas pelas mãos do tecladista da banda, e isso chamou muita a atenção da galera.
RESANDO: Uma banda de heavy metal melódico e progressivo, formada por músicos muito competentes. Quando deram início a primeira canção o vocalista ainda estava no meio do público, e minutos depois subiu no palco com a cabeça e as roupas encharcadas de água. Os integrantes estavam todos vestidos de preto, exceto o baterista que começou o show vestindo uma camisa branca. Tocaram em algumas vezes um som estilo Type Negative e parecido também com a fase mais recente da banda Paradise Lost. Os pontos positivos foram: a performance do baterista que tocou com muita força metendo a porrada na bateria, e a presença e comunicação do vocalista com o público. No final, a galera vibrou com o carismático cantor subindo num dos altos andaimes do palco, e lá de cima o show foi encerrado de forma esplêndida. Até tentei conversar com ele no camarim, mas entendo pouco de italiano, e o papo foi curto. Sem dúvida foi o show mais agressivo e um dos mais competentes da noite, pois a seguir, veio a boa banda Bob and the Apple.
BOB AND THE APPLE: Foi uma pena que muita gente já tinha ido embora, mas shows de bandas desconhecidas no meio da semana com término previsto para depois da meia noite e meia, dá nisso, muita gente preocupada com os compromissos no dia seguinte. Porém, quem ficou para conhecer o Bob and the apple presenciou uma grande espetáculo desse jovem conjunto que interpretou músicas excelentes num show, no todo, arrasador, e muito legal de assistir. Os caras possuem muita humildade e simplicidade, porém detonam um bom rock que vai da leveza ao peso da guitarra. Iniciaram a apresentação, com o cantor da banda tocando uma bela melodia num cavaquinho que introduziu com os demais instrumentos da banda um som super rock progressivo que alguns momentos, podem até discordar, mas parecia um Pearl Jam e Coldplay cantado na língua italiana. Essa foi a última banda que assisti, e depois fui embora, pois no dia seguinte tinha compromissos a cumprir. Pena que esse festival se prolongou muito num dia útil da semana. Segue a sugestão para quem promove eventos LONGOS durante a semana.
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