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ENTREVISTA: VÁLVULA 4 O rock n' roll ainda respira em Floripa
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Válvula 4 em ação na noite de Florianópolis |
TODAS AS IMAGENS DESSA MATÉRIA FORAM FORNECIDAS PELA BANDA VÁLVULA 4.
Clique nelas para melhor visualizá-las.
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ENTREVISTA CONCEDIDA PELO FACEBOOK ENTRE AS DATAS DE 7 DE JULHO A 9 D EJULHO
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ENTREVISTADOR: RAMADAN PEREIRA ESPINDOLA
Professor de Kung-fu/Wushu Shaolin do Norte da Associação Hasse de Cultura
Oriental e Artes Marciais
Bacharel em Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC)
Formado em Administração pela
Faculdade Borges de Mendonça
Escritor, Blogueiro e Diretor do Biblioram
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O entrevistado (à esquedra) e o entrevistador |
E continua a série de entrevistas do Biblioram programadas para esse ano de 2015. Dessa vez, deixando de lado a milenar arte marcial do Kung-fu tradicional, e partimos para o batalhador e pouco reconhecido rock n' roll catarinense, um dos temas pioneiros que sempre esteve presente nas páginas desse ilustre portal. Tomei a iniciativa de entrevistar uma banda que vem se destacando bastante no cenário musical da Região da Grande Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina (SC). Trata-se da VÁLVULA 4, que divulga um repertório internacional posterior a década de 90, que inclui Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, Nirvana, Kings of Leon, The Killers e U2, e ainda um pouco do consagrado rock nacional dos dourados anos 80. O grupo é um quarteto formado por músicos já antes conhecidos de outras bandas, são eles: Luciano Postal (voz e guitarra), Jean Andrade (guitarra e voz), Daniel Bez (baixo e voz) e Jaime Assunção (bateria), e tem em sua recente agenda apresentações no Black Swan Pub em Florianópolis/SC, nos dias 24 de julho, e também nas datas de 13 e 28 de agosto. Já em São José/SC, o show está marcado no Chopp do Gus do Kobrasol, no dia 29 agosto. Não foi difícil falar com um dos caras, mesmo que há muito tempo eu já não vinha mantendo contato com a noite florianopolitana. Mas depois do surgimento do Facebook, tudo ficou mais fácil. E foi assim que começou essa aguardada entrevista. Abaixo todos os detalhes do bate-papo com um dos integrantes da Válvula 4, o baixista Daniel Bez.
RAMADAN PEREIRA ESPINDOLA: Como surgiu o nome “Válvula 4”?
DANIEL BEZ: O nome da banda surgiu por acaso. Sempre achei a palavra 'Válvula' muito sonora. E tem tudo a ver com o rock pela válvula em si ser uma peça fundamental dos bons amplificadores de guitarra. O número 4 foi por acaso. Pensamos em 8, mas depois decidimos pelo 4.
Quais as bandas anteriores dos integrantes?
O Luciano e eu viemos dos Berbigão. O Jaime veio da Banda X e o Jean não tocava profissionalmente com nenhuma banda até então.
Quais bandas de Santa Catarina que você mais curte?
Tem algumas bandas que não existem mais que gosto bastante: Gutta Percha, Sleepwalkers, Back Woods, Aerocirco, Samambaia, Pipodelica. Mas temos bandas novas legais também, como a Blame.
Quais atividades paralelas da banda?
Todos os integrantes tem empregos fora banda. Eu sou chefe de cozinha. O Luciano trabalha numa escola de musica. O Jean é advogado e o Jaime administrador.
E como se renova o repertório de vocês? É de acordo com o público?
O repertório é frequentemente renovado. Levamos sempre em consideração as sugestões do público, mas a palavras final é da banda. Até porque recebemos muitas sugestões que nada tem a ver com o nosso repertório. Assim mantemos um set list coeso, sem atirar para todos os lados.
Quem é mais responsável pela escolha das músicas?
Normalmente, sou eu que faz o set list dos shows. Eu preparo pensando em onde vamos tocar, levando em consideração o público da noite. As vezes acontece de termos que tocar músicas que um ou outro não goste... Faz parte!
Vocês ensaiam muito?
Ensaiamos pouco. Quando percebemos que precisamos renovar, marcamos um ensaio e pronto.
Vocês pretendem criar músicas próprias?
A princípio não temos intenção de produzir material próprio. Não temos tempo suficiente para se dedicar a um projeto dessa envergadura. É necessário bastante tempo disponível para isso e, como temos outras atividades, fica inviável
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Um dos vários cartazes de divulgação dos shows do Válvula 4 |
Vocês estão contentes com a quantidade de espaço para se apresentarem?
De fato faltam espaços para tocar. São poucas casas que atualmente abrem espaço para bandas.
Além disso, quais outros obstáculos para isso acontecer? É preciso uma Mudança de repertório?
Claro que tem alguns pré-requisitos, como um repertório conhecido, ser bem tocado e ter profissionalismo no palco.
Podemos afirmar que algumas casas exigem exclusividade de alguns músicos? Por exemplo: "se você tocar em determinada casa de show, aqui na minha casa você não toca"! Esse tipo de exigência acontece?
Acho que não. O grande lance é agradar e agitar o publico.
Qual acontecimento mais inusitado que já aconteceu em seus shows?
Teve uma vez que rolou uma briga de mulheres! Rsrsrsrsrs
Uma coisa que eu admiro muito, e gostaria de parabenizá-los, são os cartazes de divulgação dos shows (um deles está ao lado) que vocês circulam nas redes sociais. Muitos são temas de filmes. Quem elabora?
Os cartazes da banda são algo a se destacar mesmo. Quem cria normalmente é o Jaime, o baterista. Mas sempre damos uns palpites também!
O que impede a Válvula 4 de tocar em outras cidades?
Para tocar fora de Florianópolis é necessário alguma estrutura. Principalmente das casas contratantes. Hoje está um pouco inviável viajar por conta dos custos. Para valer a pena, você precisa fechar dois shows seguidos, sexta e sábado por exemplo. No entanto, é complicado conseguir duas datas fora da cidade.
Fora dos palcos, os integrantes costumam se encontrar?
Sim! Costumamos nos encontrar fora dos palcos. Sempre rola um churrasco na casa de alguém, uma rodada de cerveja.
Há um leque extenso de bandas novas surgindo pelo mundo. Na minha opinião, muita coisa ruim e poucas com mérito. Não me considero uma pessoa conservadora e com mente fechada, mas acho que poucas bandas vem encantando no cenário musical. E as bandas que continuam lotando estádios são as mesmas de antigamente, e essas demoram mais para gravar músicas e lançarem álbuns. Você acha que o cenário do rock n’ roll mundial está empobrecido?
Não acho que o Rock n' Roll está empobrecido. Tem bandas novas bacanas. Rival Sons, Black Keys, Alabama Shakers, por exemplo. Claro que essas bandas dificilmente lotarão estádios. Acho que a maneira como as pessoas enxergam a música hoje mudou. A maneira como se consome música hoje é diferente de dez, quinze anos atrás. Por isso as bandas de antigamente ainda lotam estádios. Eu, por exemplo, pela primeira vez vou assistir ao vivo o Pearl Jam, banda que escuto desde o primeiro disco e que já estiveram umas quatro vezes aqui no Brasil. Essas bandas "antigas" tinham e ainda tem uma aura mágica ao redor delas. É isso sem dúvida encanta gerações até hoje.
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Válvula 4, momento antes de se apresentarem |
Eu vejo o livre acesso a informação como algo positivo. Anos atrás, não tínhamos acesso ao material lançados de todas as bandas, e hoje com a internet, temos a possibilidade de conhecermos muitas delas. Você considera esse avanço tecnológico mais como um vilão ou benefício? OU pode existir um equilíbrio?.
A internet abriu todas as portas possíveis. Assim como tem banda boa aparecendo, também tem muita coisa ruim. Aí vai da gente filtrar o que é bom. Sou do tempo que você ia a uma loja de discos e ficava por horas procurando coisas novas. E haviam muitas lojas para visitar. Hoje não temos mais lojas, exceto a Roots Records. E devo admitir que sou muito preguiçoso para ficar procurando música na internet. Eu gosto de pegar um disco na mão, abrir, folhear o encarte. Isso faz parte da obra de um músico também. Sentar na frente de um computador e ficar ouvindo música apenas não é para mim. A internet tem seus prós e contras. É bacana porque é um excelente instrumento de divulgação. Por outro lado, qualquer um pode colocar seu material ali e nem sempre é de qualidade..
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Foi um prazer falar contigo! Um abraço e obrigado pela entrevista.
Oras, eu que agradeço .
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